sábado, 21 de março de 2020

O Evangelho Anti-Social - Ap 14:6-7


Não há como negar que pregar o evangelho envolve aliviar as dores daqueles que sofrem. Em Tiago 1:27 lemos claramente que a religião relevante é aquela que se preocupa com as necessidades do próximo. Se você se diz cristão mas não se importa com o sofrimento alheio, sinto muito mas você não é cristão.


Contudo, uma coisa deve ficar muito clara. Embora a pregação do evangelho envolva o cuidado com as necessidades das pessoas, a mensagem do evangelho não é essa. E antes que você fique bravo comigo me deixe explicar. Atender a necessidade as pessoas pode ser visto como uma ferramenta que vai nos ajudar a acessar o coração das delas. Obviamente será difícil alguém que está com fome me ouvir falar sobre a salvação em Cristo se sua necessidade física não for saciada. Por outro lado, o pregador não pode esquecer que o conteúdo ou o objetivo da pregação não é a luta contra a fome, ou a erradicação da pobreza, a luta de classes. A  pregação do evangelho é informar ao mundo quem é Jesus, o que ele fez na cruz, o que ele faz agora por cada um de nós, e também o que fará em breve quando voltar a esse mundo para resgatar os seus filhos.

Existe um ala cristã que defende o chamado “Evangelho Social”. Esse pensamento defende em resumo que o cristianismo existe para acabar com a pobreza, a injustiça, a desigualdade que há no mundo. Segundo T. A. McMahon, esse movimento teve inicio por volta do ano 1800, e tinha como fator motivador a busca por minimizar o sofrimento das pessoas, e assim atraí-las para o evangelho. Outro pensamento era que os cristãos deveriam lutar pelas minorias como mulheres, negros e crianças. A verdade é que os que acreditavam no evangelho social se empenhavam (e ainda se empenham) em tornar o mundo um lugar melhor, com a justificativa de prepara-lo para o vindouro reino de Deus.

Isso pode até parecer bonito, e no contexto atual até soa politicamente correto, contudo devemos entender que se quisermos que o evangelho simplesmente torne o mundo um lugar melhor e mais justo, então pra que desejar a pátria superior? Qual a necessidade de esperar a volta de Jesus se o mundo será um lugar melhor? Logo vale refletir que o foco do evangelho é o reino de Deus, e esse reino não é desse mundo.

Em Apocalipse 14:6 e 7 lemos:

“Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.”

Vamos entender o texto (resumo)
Símbolo
Interpretação
Anjo
Mensageiro, pregadores, eu e você
Voando
Velocidade, urgência
Evangelho eterno
Mensagem de salvação pregada desde o Edem
Nação, tribo, língua, povo
O mundo inteiro sem distinção
Temei a Deus e lhe glória
Amor a Deus, zelo profundo, louva-lo por quem ele é
Hora do juízo
Momento em que todos deveremos prestar contas com o Eterno
Adorai aquele que fez
Ele é o criador e essa é a motivação para adorá-lo

Dessa forma quando refletimos sobre a pregação do evangelho devemos compreender pelo menos cinco pontos:

1)Temos a responsabilidade de anunciar o evangelho de forma urgente;
2) O evangelho não é uma novidade, ele existe desde a eternidade (Ap 13:8);
3) O mundo inteiro deve ser o alvo dessa mensagem, não está restrito à uma classe social específica;
4) Deus é o centro dessa pregação, não o ser humano;
5) A verdadeira adoração é fruto da correta compreensão do evangelho eterno;

O que eu gostaria que você entendesse é que embora tenhamos a responsabilidade de cuidar dos necessitados, de assistir aqueles que são abandonamos à margem da sociedade, devemos mais ainda mostrar a essas pessoas que a solução para os problemas que eles enfrentam não está aqui neste mundo. O evangelho nos conduz a algo muito maior, a eternidade preparada para aqueles que se entregam a Jesus.

O discurso de que, o que Deus espera de nós é o amor ao próximo e ponto final, não condiz com o verdadeiro evangelho. Se amarmos de fato o próximo vamos sim nos preocupar com suas necessidades básicas aqui nesta terra, mas muito mais vamos nos preocupar com a salvação desse indivíduo. Vamos denunciar o pecado, sem a necessidade de massacrar o pecador, vamos dizer que existe um juízo eminente, e que para sermos aprovados diante de Deus devemos nos entregar a ele aceitando o sacrifício de Jesus, e em consequência disso buscar a mudança de vida exigida daqueles que desejam ser imitadores de Cristo (1Co 11:1).

Uma igreja que se empenha em apenas transformar a vida das pessoas aqui nesta terra não está pregando o verdadeiro evangelho. Ela está iludindo as pessoas, e plantando no coração delas o desejo de ficarem aqui, enquanto perdem de vista promessas muito superiores. O apóstolo Paulo captou bem o plano de Deus por meio do evangelho ao declarar que “...nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” (1 Coríntios 2:9)

Deus tem muito mais pra nós do que igualdade social, empregos ou direitos trabalhistas. Maranata!


segunda-feira, 2 de março de 2020

A Glória da Cruz - 1Co 1:18


Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus. (1 Coríntios 1:18)

Uma das áreas de estudo dentro da teologia é filosofia. Não sou nenhum especialista em assuntos filosóficos, mas gosto muito de estudar tais temas. Um exercício que gosto de fazer é investigar um pouco da vida dos filósofos, desde os mais conhecidos como Platão e Sócrates, bem como outros menos populares como Lao Zi que é considerado o fundador do taoismo filosófico. Embora não concorde com tudo que eles falaram, é importante reconhecer que reflexões importantes podem ser extraídas do pensamentos desses grandes intelectuais.

Entre os filósofos gregos, existe um que eu acho bastante interessante pelo fato dele ter sido contemporâneo de Jesus Cristo, e ter visto, vivenciado algumas das experiências daqueles dias. Estou falando de Lucius Annaeus Seneca, ou simplesmente Sêneca. Esse filósofo nasceu em 4 a.C., na cidade de Córdoba na Espanha, era de origem importante, e sua família poderia ser considerada ilustre naqueles dias. Sêneca se tornou um dos mais importantes advogados do Império Romano, sendo também um dramaturgo de sucesso. Mais tarde se tornou uma referência para a dramaturgia europeia, sobre tudo no renascentismo.

No ano 41, Sêneca foi acusado pela esposa do imperador Cláudio, de ter cometido adultério com Júlia Lívila, sobrinha do imperador. Isso o levou a ser exilado em Córsega, e nesse período Sêneca dedicou-se aos estudos e escreveu boa parte de seus tratados filosóficos.

Tendo sido prisioneiro e conhecendo a maneira como os romanos lidavam com os condenados, Sêneca deu uma declaração bastante significativa. Ele disse certa vez, escrevendo à um amigo, que preferia se suicidar do que ser crucificado. Só pra termos uma ideia, a morte de cruz era a punição dada aos pobres, os escravos ou àqueles que hoje chamaríamos de “ladrões de galinha”. Morrer crucificado não era só terrível pela forma cruel como as execuções eram feitas, mas também porque não comunicava nenhuma glória ou prestígio ao condenado. Resumindo, para Sêneca, além de cruel seria uma humilhação morrer como um “João Ninguém”.

Como eu disse no começo, Sêneca viveu na mesma época que Jesus, e seguramente se pudéssemos entrevistá-lo para pedir sua visão sobre como Cristo se sentiu, o filósofo espanhol poderia nos dar grandes contribuições. Ele conhecia o contexto romano, já havia sido preso, teve sua vida ameaçada e tinha medo da morte de cruz por conhecê-la muito bem.

Esse pensamento parece ser o pano de fundo do texto do apóstolo Paulo em 1 Coríntios 1:18 que diz “Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus.” Com certeza a cruz era uma loucura, e falar em um suposto salvador que morreu pendurado num madeiro sem glamour nenhum era um absurdo. Usando o argumento de Sêneca como base, seria uma aberração acreditar que um homem que foi morto da forma mais cruel e indigna que existia pudesse ser o rei de Israel, ou mesmo um mártir.

Mas veja, podemos fazer algumas perguntas: quem conhece Sêneca que preferia o suicídio à humilhante morte de cruz? O que significa a cruz hoje? Qual o valor atribuído ao madeiro em que “criminosos” como Jesus foram crucificados?

Não há como negar o poder da cruz! Alguns podem até não aceitar o significado soteriológico da cruz, mas não pode negar que ela é um objeto que tem impactado a vida de bilhões de pessoas mundo à fora. E porque isso? Por que a cruz tem esse poder? Obviamente a resposta não está na cruz em si, mas naquele que foi pendurado nela naquela sexta-feira pascal. A importância da cruz está intimamente ligada, e é impossível desassocia-la, da pessoa de Jesus Cristo. O poder da cruz é o poder de Cristo, o poder de Deus para salvar aquele que crê!

Se Sêneca fosse condenado à morte de cruz, isso seguramente não daria à ela o valor que tem atualmente. Mas, quem morreu na cruz foi o Verbo de Deus, a Palavra encanada, a Palavra de poder.
A cruz não é importante em si mesma, ela é o que é por causa daquele que foi pendurado, morto e ressuscitado. A cruz não tem glória nenhuma e nesse ponto Sêneca tinha razão, a glória está em Cristo, o Cristo vitorioso. E a propósito, a cruz está vazia!

Gaste tempo refletindo sobre a cruz, pensando no sacrifício de Jesus por cada um de nós, por você.

 “Far-nos-ia bem passar diariamente uma hora a refletir sobre a vida de Jesus. Deveremos tomá-la ponto por ponto, e deixar que a imaginação se apodere de cada cena, especialmente as finais. Ao meditar assim em Seu grande sacrifício por nós, nossa confiança nEle será mais constante, nosso amor vivificado, e seremos mais profundamente imbuídos de Seu espírito” (Ellen White, MM, 2004).

Deus te abençoe!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Debate - Programa Vejam Só (2017)

Neste debate é discutido o tema do aniquilacionismo. A alma é imortal? O fogo eterno descrito na Bíblia é literal? Esse fogo realmente durará para sempre?
Esses e outros pontos foram abordados nesse programa que foi ao ar em outubro de 2017. Assista e compartilhe.

 

Que Deus te abençoe.




domingo, 23 de fevereiro de 2020

Tudo é relativo?


Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade. (Tiago 2:12)

Existe uma ideia de que “tudo é relativo”. Em resumo isso quer dizer que não existe certo ou errado. O que é verdade para uma pessoa não é necessariamente verdade para outra. Uma pessoa, por exemplo, pode ter o hábito de falar palavrões e achar isso absolutamente normal, enquanto outra pessoa não consegue nem mesmo ouvir uma palavra de baixo calão. Um aprendeu e entendeu que é normal falar determinados termos por mais chulos que pareçam já outro entende que isso é absolutamente intolerável. Quem está certo e quem está errado? Pensando com a cabeça de um relativista, ninguém! Isso mesmo, ninguém está errado por que depende de cada um fazer o juízo da situação.

Vamos falar de sexo por exemplo. Para algumas pessoas o sexo está reservado para o casamento, e por isso o indivíduo deve ser guardar, se manter virgem até que encontre a pessoa certa, “o amor da minha vida”, e então se casa no civil e no religioso para só depois disso terem a tão aguardada noite de núpcias. Já para outras pessoas o sexo pode ser feito desde que a pessoa esteja psicologicamente e fisicamente preparada. Existem pais que conversam com os filhos adolescentes e os ensinam que devem usar preservativos para não contraírem alguma doença ou para não engravidarem. Para esses pais fazer sexo é algo normal e não há nada que impeça um jovem de faze-lo desde que se prepare e se proteja. Neste caso quem está certo e quem está errado? A resposta relativista é a mesma: Ninguém. Não existe certo ou errado, afinal de contas cada um tem a sua verdade, e, portanto não deve haver juízo de valor em nenhuma das duas situações.

Isso não é novo. Protágoras, (não confunda com Pitágoras) um filósofo sofista que viveu por volta do século V a.C. tinha a ideia de que não existem valores morais absolutos. Na visão de Protágoras cada ser humano é a medida do certo e do errado, ou seja, cada pessoa define o que deve ou não fazer avaliando pelo seu entendimento se aquilo é moral ou imoral. Desta forma a sociedade não pode ditar as regras, pois cada pessoa tem o direito de escolher o que é certo ou errado, o que é bem ou mal. O sofista dizia que se uma pessoa estiver em uma temperatura de 35º C dizendo que esta sentindo o calor, e outra pessoa chegar dizendo que está sentindo frio, o primeiro não pode dizer que o segundo está mentindo. O critério é a opinião de cada um, não o que o termômetro está registrando. Para Protágoras nada pode ser definido como verdadeiro ou falso, é a mente humana que define o sentido moral de cada atitude. Mas honestamente, parece que temos um problema aqui, não acha?

Embora Protágoras tenha vivido há mais de 2500 anos parece que esse tipo de pensamento é bastante comum atualmente. Com a justificativa da pluralidade, do respeito à opinião alheia, qualquer coisa pode ser verdade hoje em dia, e principalmente entre os mais jovens. Cada pessoa, em nome da sua liberdade, cria sua própria verdade e seu próprio critério para justificar sua conduta. Seguindo esse pensamento, o ladrão sempre terá uma justificativa para roubar, o mentiroso também terá seus motivos para mentir, o glutão poderá justificar sua falta de postura na mesa de jantar, o assediador terá seus motivos para assediar.

Hoje muitas pessoas querem justificar seus erros ao invés de corrigi-los. Magoamos as pessoas e buscamos formas de justificar nossas ofensas, nossos insultos, nosso preconceito. A Bíblia é muito clara em afirmar que todos nós um dia compareceremos diante do tribunal de Deus para sermos julgados segundo nossos atos (Gn 2:9,16,17; Dt 30:19;  Jo 5:28,29; Rm 14:10; Tg 2:10-12). Isso quer dizer que existe um padrão, existe uma regra, uma norma pela qual todos devemos nos orientar, e seguramente essa regra não é a opinião de Protágoras, nem a minha ou a sua opinião. Não existe uma verdade relativa, a vontade de Deus é clara, é absoluta (Ex 20:1-17; Mt 5-7).  

Penso que está na hora de revermos nossas atitudes, nossos motivos. Nem sempre termos razão e nem tudo que julgamos estar certo ou sem importância é de fato assim. A norma é a Palavra de Deus, e se você crê de fato que existe um Deus está na hora de aceitar que Ele espera mais de você. Chega de usar aquela expressão famosa: “não vejo nada de mal nisso”. Você não vê problema, mas o que o Deus onisciente enxerga? Deus não quer que nos expliquemos ou nos justifiquemos (Cristo faz isso por nós – leia Romanos 8:1), Ele quer que mudemos e façamos o que é certo (Dt 30:19).

Pense nisso!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Aprendendo a Escolher


Nem sempre é fácil tomar uma decisão. Quantas vezes você esteve diante de uma situação em que deveria tomar uma importante decisão? Imagino que isso já tenha acontecido algumas vezes na sua vida, assim como já ocorreu comigo em algumas oportunidades.

Decidir se namora ou não aquela pessoa. Escolher o nome de um filho. Definir qual será a carreira a seguir. Optar por entrar ou não no financiamento imobiliário. Essas e muitas outras decisões podem estar diante de nós, e a questão é como decidir da forma mais segura possível.

Uma das coisas que percebi, tanto em minha experiência pessoal, como também conhecendo outros relatos de momentos de escolha, é que na maioria das vezes ou não buscamos conselhos com outras pessoas, ou se buscamos acabamos não ouvindo as orientações, e assim agimos pela intuição. Para alguns isso é o famoso “seja o que Deus quiser”. Mas será que realmente estamos preocupados com o que Deus quer? Minha resposta é que na maioria das vezes, não!

Os resultados naturais de nossas escolhas equivocadas podem ser resumidos em termos como, divórcio, frustração, arrependimento, medo, traumas, doenças, morte, etc. Não estou dizendo que todo divórcio ou todas doenças e traumas são causados por nossas escolhas. O que desejo argumentar é que sempre que escolhermos errado, coisas desagraveis nos esperam, e sem contar que em grande parte dos casos terceiros também são afetados. Daí, a conclusão óbvia é que precisamos tomar cuidado, muito cuidado mesmo nos momentos de decisão.

A essa altura a pergunta é inevitável: “Como escolher corretamente?” ou então “como decidir de forma menos prejudicial?” Não tenho uma resposta fácil, mas tenho uma sugestão, e você já deve saber que ela está na Bíblia. A propósito, se tomássemos a Bíblia como critério nas nossas decisões, certamente erraríamos menos!

No livro dos Salmos, capitulo 32 verso de número 8 lemos o seguinte: “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho.” Esse Salmo que é atribuído a Davi, e contém o principio das boas decisões.

Veja, o texto diz “ensinarei o caminho”. Deus está dizendo pra mim e pra você que, se o buscarmos, se tivermos nosso coração disposto a obedecer, Ele vai nos mostrar o caminho, vai nos dar um rumo, nos colocará na direção correta. É simples, precisamos entender que o SENHOR sabe o que é melhor para nossa vida e por isso Ele sempre nos dará o melhor caminho. E o texto continua dizendo “te darei conselho”, essa parte acho muito interessante. Como Deus nos dá conselhos? Às vezes através dos pais, outras vezes através do pastor, quem sabe pode usar algum bom amigo. Ah sim, e seguramente ele usará sua palavra – a Bíblia, mas para  isso temos que ler, não é? Mas sobre leitura da Bíblia podemos falar outro dia.

O que quero dizer até aqui é que, precisamos buscar orientação e direção de Deus para tomarmos decisões importantes. Não é prudente ou inteligente fazermos escolhas importantes para nossa vida sem buscarmos do SENHOR a direção. E falando em inteligência, o verso seguinte do capitulo 32 compara o imprudente ao cavalo ou mula, animais irracionais que para serem guiados necessitam de um cabresto. Deus não quer nos dar cabrestos, Ele deseja conversar de forma clara conosco, mas precisamos estar dispostos a ouvi-lo.

Quais são as suas próximas decisões? Como você as pretende tomar? Sugiro que a partir de hoje você não siga seus instintos – isso é coisa de cavalo, mas procure andar pelo “assim diz o SENHOR”.

Que Deus te abençoe e te guarde.



Pr. Vanius H. Dias

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Advertência

“Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas.” (Mateus 24:33)

Epidemias, catástrofes, violência, guerras, conflitos políticos globais. Essas e outras situações têm deixado o mundo em estado de alerta. Recentemente tensões entre a China e os Estados Unidos, ou Brasil e Argentina (e não estou falando do futebol) mexeram com os ânimos dos mercados, alteraram o câmbio, provocaram grande estresse e muitos seguimentos da sociedade.

Por que estou falando isso? Porque só quem não quer perceber, não é capaz de notar que o mundo está caminhando para um caos cada vez mais crescente, cada vez mais angustiante. Não há como fugir da realidade de que o mundo esta caminhando, à passos lentos ou rápidos para o seu final.
Temos na Bíblia diversos relatos de momentos em que Deus enviou juízo à Terra. O Senhor olhou para o mundo e para a humanidade e viu que era chegada a hora de dar fim à revelia dos seres humanos. 

Em Genesis 7 Deus anuncia a Noé que a maldade do mundo era elevada, e que por isso em cento e vinte anos Ele enviaria o dilúvio para frear a obstinação da humanidade. Deus enviaria o dilúvio para efetuar o juízo sobre a Terra, mas antes disso enviou uma alerta através de Noé para que as pessoas reconhecendo a condição alarmante do mundo mudassem suas práticas se preparassem o Dia do Juízo.

Em Mateus capitulo vinte e quatro temos Jesus alertando seus discípulos sobre a destruição que viria sobre Jerusalém que aconteceria aproximadamente 40 anos mais tarde, no ano 70. Jesus foi claro ao dizer que não ficaria pedra sobre pedra do querido tempo judaico que não fosse derrubada. Cristo não só avisou sobre a destruição como apresentou elementos para aqueles que estivessem atentos e preocupados pudessem saber a hora certa de se retirarem (Mt 24:15-20).

Nos dois casos vemos Deus alertando o mundo sobre o que estava por vir e dando também uma válvula de escape para aqueles que desejassem ser salvos. Contudo nos dois casos temos também pessoas que negligenciaram os sinais e as evidências, e por essa razão se perderam. Milhões de pessoas perderam a vida no dilúvio, e apenas em Jerusalém mais de 100 mil pessoas perderam a vida. E por que? Porque negligenciaram as evidências. 

Como falamos no inicio, a situação hoje não é diferente. Existem grandes demonstrações de que algo está para acontecer, o mundo geme com tantos acontecimentos turbulentos, e independente da fé, da doutrina, das crenças não podemos tapar olhos à tudo que estamos vendo no mundo nos últimos tempos. E perceba que nem toquei nos assuntos morais, porque aí a situação se complicaria ainda mais. Mas isso fica pra uma outra conversa.

Por volta do ano 1900 Ellen G. White escreveu: “Estamos no limiar da crise dos séculos. Em rápida sucessão os juízos de Deus se seguirão uns aos outros - fogo, inundações e terremotos, com guerras e derramamento de sangue.” (Eventos Finais, 12). Se isso era perceptível nos dias dela, não é possível que vamos fingir que nada está acontecendo.

O fim se aproxima, e aqueles que negligenciarem isso poderão ser “surpreendidos” com o juízo

Divino. Reflita!

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Sofistas Modernos - 2Timóteo 4:3-4

Atualmente é difícil explicar o que é “filosofia”. Ouvimos alguém dizer: “temos um novo chefe no setor, e por isso uma nova filosofia de trabalho”. Também podemos ouvir um jornalista esportivo dizer algo como: “este time de futebol tem um novo técnico com uma nova filosofia de treinamentos.”

Estes pensamentos sobre filosofia não estão necessariamente errados, mas não tratam da filosofia do ponto de vista mais acadêmico ou formal. Filosofia como campo de estudo pode ser definido como a busca pelo conhecimento através da análise, crítica e questionamento. Desse questionamento podem surgir novas ideias, novos saberes, e até novas dúvidas, e isso não é problema algum.

O problema talvez seja quando alguém se intitula filósofo e começa fazer questionamentos ilegítimos, gerando assim “novos saberes” que não resistem a cinco minutos de análise, crítica ou questionamentos. Nem ao menos servem para gerarem novas perguntas. Você encontra isso entre os professores, entre pedreiros, entre médicos, donas de casa, e também entre pessoas religiosas, incluindo alguns líderes. Ou seja, qualquer pessoa pode sair por aí falando besteira e chamar aquilo filosofia.

Falando especificamente do campo religioso, vejo que sempre aparece alguém com uma nova revelação, nova doutrina, ou quem sabe um novo movimento religioso. Vez por outra temos um “novo filósofo” ensinando aos fieis um absurdo maior do que o outro. E o pior não é o tal mestre se dispor a ensinar algo errado (intencional ou não), mas o que incomoda mesmo são as pessoas aceitarem tais ensinos, sem fazerem perguntas, sem análise, crítica ou questionamentos.

Por volta do ano 600 a.C. existiu uma espécie de filósofos (se é que podemos chama-los assim) que era conhecida por seu poder de convencimento, pela sua bela oratória. Estes eram os sofistas. Durante muito tempo eles foram admirados por muita gente. Falavam bonito, falavam o que as pessoas gostavam de ouvir. Contudo eles tinham um problema grave, eles não falavam a verdade. Todo seu conhecimento era falso. Com a boa oratória enganavam as pessoas, e assim vendiam (literalmente) seu conhecimento. Platão chegou a dizer que eles eram charlatões, ilusionistas, capazes de criar, graças a ignorância do público, uma falsa aparência de sabedoria, verdade ou conhecimento. Eles eram falsos mestres!

Em 2 Timóteo 4:3 e 4, Paulo fala sobre pessoas que se deixariam levar pelos falsos mestres. Ele diz: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas.”.

Paulo é claro em declarar que existem falsos mestres, falsos ministros que ensinam mentiras, e como os antigos sofistas, usam sua oratória e eloquência para enganarem e extorquirem aqueles que se deixam serem enganados, aqueles que não estão dispostos a analisar e questionar. Pior ainda o apóstolo Paulo afirma que os seguidores desses falsos mestres vão virar as costas para a verdade, preferindo as fábulas, os contos, as tradições.

Nesse ponto, eu arriscaria dizer que, muitos seguidores dessa versão moderna dos sofistas, preferem acreditar no que o líder fala, no que naquilo que Deus diz através de sua Palavra. Preferem confiar na fala de um pastor do que gastarem tempo estudando e obedecendo o que o SENHOR nos prescreveu.

A falta de conhecimento favorecia a existência dos sofistas, e essa mesma falta de conhecimento faz crescer o número de falsos mestres no mundo religioso. Os antigos sofistas não morreram, apenas passaram a usar terno e gravata. Tome cuidado, Não se deixe enganar por qualquer “filosofia”!

Que Deus te abençoe!

Pr. Vanius Dias

Pluralismo Religioso

Andei lendo, vendo, e pensando em algumas coisas. Fiquei tão impressionado e preocupado que resolvi escrever sobre o assunto, espero que d...